Quem mora nos grandes centros urbanos sabe o valor que tem uma cidade sem trânsito, ar puro e vista para o verde. Nascer, crescer e viver numa cidade como São Paulo, com seus milhões de habitantes fervendo pelas ruas, nos leva a enxergar o meio ambiente com outros olhos. Caminhar com os pés descalços na areia, lembrar o cheiro do verde e exergar o céu é quase um fenômeno. E tudo isso, em muitos casos, acaba sendo o diferencial de Garopaba. Muitos habitantes que se mudaram pra cá, vieram em busca de qualidade de vida.
Lendo o Jornal da Praia dessa semana soube que o ex e atual prefeito Luiz Nestor pretende transformar Garopaba numa cidade modelo e que pra isso está implantando academias ao ar livre. A idéia, diz ele, é incentivar as pessoas a fazerem exercícios físicos, melhorando o condicionamento físico e contribuindo com uma vida saudável. Mas o que é transformar uma cidade em modelo em qualidade de vida?
Saneamento básico com melhores condições de vida pra população não é qualidade de vida? Ambulâncias pra atender a comunidade e encaminhar as emergências para as cidades vizinhas não é qualidade de vida? Equipamentos, profissionais pra prestar bom atendimento e salários não é qualidade de vida? E o saneamento básico que faz o mar da praia central de Garopaba ficar imprópria o verão inteiro? Não é qualidade de vida?
Academia sem orientação e acompanhamento é risco para a população e transformar uma cidade em modelo, seja qual for, é antes de tudo educar o povo e oferecer saúde básica. Principalmente para que cada minuto e centavo investido, dê retorno real para a população, que, acima de tudo, merece sim, toda atenção e muito respeito.
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