Quem diria, em Garopaba, a um passo do mar, pagar pela Pescada mais do que se paga pelo Patinho. O kilo desse peixe fresquinho que era R$ 12,00, agora custa na peixaria próxima à praia central R$ 15,00. O vendedor comentou que os pescadores não estão vendendo a quantidade que deveriam e pra valer a pena não dá para praticar o preço velho. Ok, faz sentido. Mas e como fica a lei da oferta e da procura? Oras, se tem oferta demais e comprador de menos o preço cai, se tem procura, o preço sobe. Muito se fala em vida saudável, portais, blogs, Globo Repórter, todos ensinam a fazer boas escolhas, e nos mostram o que há por trás de cada alimento. Proteínas, Ômega 3, anti oxidantes, Ferro, Vitamina C, se o assunto é saúde, todos melhoram a nossa qualidade de vida. O peixe é nutritivo, contém ferro, não é calórico como a carne e a digestão é fácil. Esse ser marinho ou de água doce, já está no cardápido dos restaurantes, dos kilos e já foi aprovado pelo paladar de muita gente. Então, acredito que além das questões em pauta, os pescadores já devem saber que como o filet mignon, o peixe tem o seu valor. A Anchova não apareceu no mar essa semana, e, dizem os pescadores, que as redes de Tainha que chegam no inverno, já não são fartas como nos velhos tempos. Com a pesca predatória, ausência de fiscalização e a poluição dos mares, a tendência é a oferta diminuir e o consumo aumentar. Se a corrente segue nesse rumo, o peixe será artigo de luxo no futuro, com o pé do consumidor na areia a um passo do mar.
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